
Em uma mensagem publicada pelo jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, Fidel disse que não aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado, para o qual vinha sendo eleito e ratificado desde 1976.
“Trairia minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total que não estou em condições físicas de oferecer. Digo-o sem dramatismo”, escreveu Fidel, afastado do cargo há um ano e meio para tratamento de saúde.
“A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger recentemente como membro do Parlamento, em cujo seio devem ser adotados acordos importantes para nossa Revolução, comunico que não aspirarei e nem aceitarei – repito – não aspirarei e nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-chefe.”
“Não me despeço de vocês, desejo apenas combater como soldado das idéias”.
Fidel disse que continuará escrevendo no Granma, mas sua coluna “Reflexões do comandante-chefe” passará a se chamar “Reflexões do companheiro Fidel”.
A nova Assembléia Nacional foi eleita no final de janeiro, e deve escolher no próximo dia 24 o novo Conselho de Estado e o Presidente do país.
ESTADO DE SAÚDE
Fidel, 81, foi o líder do movimento que derrubou o líder pró-Estados Unidos Fulgêncio Batista em 1º de janeiro de 1959.
Ele comandou o regime cubano como primeiro-ministro por 18 anos, passando à Presidência do país por escolha da Assembléia, eleita após a aprovação da Constituição Socialista de 1976.
Desde agosto de 2006, o líder cubano estava afastado em virtude de uma operação. Ele delegou suas funções ao irmão, Raul, que comanda o regime desde então.
“Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da imensa maioria do povo”, escreveu Fidel, na edição desta terça-feira do Granma.
Ele acrescentou que, ao longo deste ano e meio, tentou admitir mas ao mesmo tempo evitar os boatos a respeito de seu “estado precário de saúde”.
“Preocupou-me sempre, ao falar de minha saúde, evitar ilusões que, no caso de um desenlace adverso, trouxessem notícias traumáticas a nosso povo no meio da batalha.”
“Prepará-lo para minha ausência, psicológica e politicamente, era minha primeira obrigação depois de tantos anos de luta. Nunca deixei de assinalar que se tratava de uma recuperação ‘não isenta de riscos’”.
BUSH SE METENDO 
“Esse deve ser um período de transição, o começo de uma transição democrática para o povo de Cuba”, afirmou Bush, durante entrevista coletiva na capital de Ruanda, Kigali.
Bush afirmou ainda esperar que a saída de Castro do poder leve à libertação dos presos políticos mantidos pelo regime cubano. “São pessoas que foram colocadas na prisão porque ousaram falar o que pensam.”
O presidente americano também disse esperar que o país possa em breve ter “eleições livres e justas, não o tipo de eleição organizada pelos irmãos Castro”.
Ele afirmou ainda que “os Estados Unidos vão ajudar o povo de Cuba a conseguir sua liberdade”.

1 comment
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30/04/2008 às 12:49
Palladini
Só vou para Cuba qndo esse véio morrer!!!!