Eleições embalam movimentos anticorrupção em 2012

Mariana Haubert
Do Congresso em Foco

 

As eleições municipais serão o principal combustível em 2012 para os movimentos que levaram milhares de pessoas às ruas em 2011 para protestar contra a corrupção. De olho no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade da Lei da Ficha Limpa para estas eleições, os organizadores desses atos preparam uma ofensiva na internet contra candidatos a prefeito e vereador envolvidos em denúncias e com problemas na Justiça. Mesmo sem uma pauta definida de mobilização nas ruas, os ativistas apostam na propagação de aplicativos, redes sociais e sites com informações consolidadas sobre os candidatos. A ideia é, independentemente do resultado do julgamento do Supremo, dificultar a vida de quem tem histórico pouco recomendável para ocupar cargos públicos.

Um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção (MCC), Rodrigo Montezuma aposta na organização virtual para dar continuidade às ações do grupo. “As passeatas em massa serão planejadas com outros grupos para que a mobilização seja interessante. Não adianta ir com pouca gente para não desmobilizar. Estamos nos unindo pela internet e criando grupos de interesses comuns. Isso é muito fácil de se fazer hoje em dia”, afirma. O MCC foi responsável pelas manifestações que reuniram cerca de 30 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, no dia 7 de setembro, e outras 13 mil, em 12 de outubro.

Para o cientista político Lúcio Rennó, a internet terá papel fundamental nas grandes cidades, em que os meios de comunicação já estão consolidados. O professor da UnB acredita que o corpo a corpo ainda será mais importante na hora de conquistar o voto nos municípios menores. “Provavelmente, não será um movimento nacional, pois o debate será regionalizado. Por isso, é difícil prever se haverá desmobilização, mas o debate sobre o combate à corrupção continua em evidência”, diz.

Para Jorge Donizeti Sanchez, presidente executivo da Amarribo, entidade de coalizão contra a corrupção criada em Ribeirão Bonito (SP), os brasileiros têm de encarar as eleições como uma oportunidade de exigir candidatos ficha limpa e realizar mais marchas em prol das reivindicações comuns.

Muito barulho

“Embora as marchas tenham dado uma relaxada no fim do ano, acho que os movimentos ainda podem ser ampliados. Poderemos ter limitações por causa das eleições, mas acho também que temos grandes oportunidades nisso. Vamos aproveitar para fazer muito barulho para que a sociedade enxergue o histórico do candidato. E é aí que a internet entra, já que podemos organizar e divulgar essas informações”, afirma Sanchez.

Na avaliação do presidente da Amarribo, o resultado do julgamento da Ficha Limpa e a reforma ministerial a ser anunciada pela presidenta Dilma também precipitar novas mobilizações. “Vamos ver se a presidenta vai escolher técnicos que possam realizar bons trabalhos, ou se vai seguir a cartilha política dos partidos”, declara.

A intensa mobilização prevista para a rede não significa que as pessoas deixarão de sair às ruas, ressalta Rodrigo Montezuma. Apesar de ainda não ter agenda definida para o ano, os organizadores do Movimento de Combate à Corrupção querem repetir em 7 de setembro o sucesso da mobilização do ano passado, quando aproximadamente 30 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios em protesto contra a corrupção, a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara e a falta de transparência nas decisões do Legislativo.

“Ao longo do ano, podemos chamar a população de acordo com os acontecimentos, mas vamos priorizar a campanha pela internet para conscientizar sobre o voto e desestimular o político profissional”, explica Montezuma. A pauta do ano passado do movimento continuará valendo neste: aprovação da constitucionalidade da Ficha Limpa, voto aberto no Legislativo e defesa do CNJ.

A coordenadora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita Rosa, acredita que, apesar das facilidades da internet, o ano ainda será propício para mais marchas nas ruas. “Agora a população acordou para a necessidade de se fazer algo contra os desmandos políticos. Não há mais tolerância e isso tem acontecido no país todo. Acho que mais pessoas irão à rua em nome da causa”, afirma. O MCCE foi responsável pela reunião das assinaturas que garantiram a apresentação do projeto da Lei da Ficha Limpa no Congresso.

Agora, o MCCE quer centrar fogo na reforma política. “É um tema que precisa ser debatido, o sistema está errado. Mas não podemos ficar esperando a boa vontade dos parlamentares. Ela tem que acontecer por iniciativa popular”, explica Jovita.

Pão e circo

As organizações estão focadas nos trabalhos da I Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial). O evento, capitaneado pela Controladoria-Geral da União (CGU), será realizado entre 18 e 20 de maio. Os grupos querem a implementação de todas as propostas que serão aprovadas este ano. “Onde há transparência, a corrupção é abafada”, diz Jovita.

Ela cita como exemplo da necessidade de vigilância o resultado de um levantamento feito pelo movimento “Adote um Distrital”, braço do MCCE em Brasília, sobre as emendas apresentadas em 2011 na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A maioria delas foi destinada à área cultural. “Mas não podemos nos enganar com esses dados. Não é um índice bom, porque quando se analisa o que foi feito com o dinheiro, percebe-se que quase tudo foi destinado a festas. Ou seja, ainda é a política do pão e circo”, afirma Jovita.

O ano também deve ser proveitoso para a ampliação da rede Amarribo, que hoje conta com 209 entidades parceiras. A meta é chegar a 280 até o fim do ano. A entidade ainda quer aproveitar o bom momento de discussão sobre transparência e combate à corrupção para realizar eventos no país todo que vão além das marchas. “Queremos fazer congressos e shows que sirvam para educar as pessoas para essas pautas tão importantes. Queremos aproximar quem ainda não faz parte de nenhuma organização”, conta Sanchez.


Fácil para o doutor

O médico Wadis Gomes da Silva (PSD), ex-prefeito da paulista Altinópolis (2005/08) terá caminho ‘fácil’ para voltar a ocupar a cadeira mais importante do poder Executivo local. Ouve-se que seu principal adversário, o atual prefeito Marco Hernani (PMDB), deixará de disputar a reeleição para dar espaço a Luis Valter Ferreira (atual vice-prefeito).  O vice de Wadis, certamente, será o advogado Daniel Brondi.


Pêndulo

O PSD (Partido Social Democrata) foi criado, oficialmente, há pouco mais de um mês, época que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, voltou a dormir tranquilo, penso. O próximo passo era decidir em qual “terreiro ciscar”, mas, até agora, nada disso foi falado.

O partido de Gilberto Kassab não é de esquerda, nem direita e não é centro, como ele mesmo disse. Pode criar aliança tanto com PSDB tanto com PT. O partido é mais um pêndulo que estará sempre no “pódio” das eleições. Em resumo, o irmão mais novo do PMDB.

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Após novas denúncias de Veja, esta semana será a última de Carlos Lupi (PDT) no Ministério do Trabalho.

 

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Arrivederci, Berslusconi. Noi, italiani, non siamo più stronzi


Religião X Ciência

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L’uomo che ha vinto B.

Quando ho me alzato oggi per la mattina, ho uscito e comprato giornale, come tutti giorni. Ma, come in Italia, il giornali di domenica sono speciale. Oggi, ho visto una foto che me chiamato la attenzione. “La dolce vita clandestina”, è una referenza a la vita di Cesare Battisti dopo la decisione della corte brasiliana di lasciarlo in Brasile. Lui vive in litorale paulista, su un piccolo terrazzo. 

Questa è la seconda o terza volta che ho visto una notizia parlando su. Ho pensato: Cosa vogliono con questo? Adesso non possiamo parlare più niente. Loro (magistrati, e che magistrati) hanno deciso favorabele a Battisti. 

Lui ha matato? Non lo so, ma il governo italiano dice che si. Allora, che il governo di B. (non parlo questo cognome, chi vive in Italia sa chi è)  andrà su Corte di Haia. Il giornale, da quanto rigorda in Brasile, voglio sapere perchè non siete andati fa il politico che hanno lasciato nostro popolo a miseria?  Perchè? Non difendo Battisti perchè non lo so cosa lui ha fatto, ma la privacità, si, difendo.

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Scusi, lettore, se qualcuno leggere questo, mio povero italiano. Fra tempo io non parlo e no scrivo. 


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